Setembro Amarelo em Nova Bandeirantes irá contar com diversas ações preventivas no combate ao suicídio
Fonte: https://www.novabandhoje.com.br/saude/246334
Autor: https://www.novabandhoje.com.br/saude/246334
Durante este mês um dos temas que merece destaque, diz respeito ao trabalho de conscientização e prevenção no combate ao suicídio.
Mais conhecida como “Setembro Amarelo”, a iniciativa vai o encontro de atender pessoas em situação de vulnerabilidade emocional, bem como prestar total acompanhamento por parte de profissionais especializados.
Em Nova Bandeirantes a campanha está sendo desenvolvida, através de boa parte da “Máquina Pública”, com o aparato de várias secretarias.
Segundo a psicóloga Natália Bisollo, o trabalho busca focar a saúde mental, além da valorização da vida. Mesmo com tantos de mecanismos de informação, ainda sim, no Brasil ocorrem casos de suicídio.
“Infelizmente no Brasil, a cada uma hora 38 pessoas se suicidam. É um número muito alto”, aponta a psicóloga.
Segundo Natália, com os números apresentados que retratam a triste situação, é preciso curar os sintomas. Neste cenário, a campanha se torna essencial.
“Então, a campanha veio justamente para nós mostrarmos as pessoas que ao acesso a ajuda é facilitado, que os órgãos aqui do nosso município têm se preparado”, acrescentou.
No planejamento de trabalho para a campanha, está previsto para acontecer no próximo dia 10, o chamado Dia D, que é considerado o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio.
Casos registrados em Nova Bandeirantes
Com 3 anos de atuação no município, a psicóloga aponta ter conhecimento de alguns casos ocorridos no município.
“Em três anos que eu estou aqui em Nova Bandeirantes, nós temos o registro de sete suicídios”, revelou Natália.
Todos os casos registrados, tratam de pessoas que nunca buscaram ajuda, segundo os dados do Sistema Único de Saúde (SUS).
“Então, isso é importante, a gente olhar, apontar e ensinar as pessoas o caminho das pedras para não chegar até essa situação”, avaliou.
Em algumas situações a pessoa está buscando simplesmente tirar a dor, chegando ao ponto de sacrificar a vida.
“Quando alguém se suicida, ela não quer tirar a vida, ela quer tirar a dor. Isso é muito importante a gente frisar. Naquele momento ela não consegue ver”, salientou.
Natália lembra que fatores ocorridos desde a infância na vivência dessa pessoa, desencadeia na falta de orientação.
“Quando ela chega no ápice da vida, ela não sabe o que fazer. E aí a única saída que ela vê, é tirar a própria vida”, observou.
O apoio da família neste contexto é essencial na vida desta pessoa, visando buscar uma orientação mais detalhada.
“É muito importante que os familiares estejam atentos aos sinais, e busquem ajuda. Venham até o posto (PSF), venham rapidamente e peçam encaminhamento, onde a envia para tratamento”, completou.
Existem um serviço de apoio voltado para essa finalidade que o Centro de Valorização a Vida (CVV).
O contato pode ser feito pelo fone/whatsapp: 188
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